Com uma programação que abrangeu encontros virtuais, vigílias, missa, caminhada presencial e ciranda, a São Martinho marcou presença ontem, dia 24 de julho, com seus beneficiários e colaboradores neste que é um considerado um dos momentos mais chocantes da história recente do Rio de Janeiro, conhecido como a “Chacina da Candelária”.
A Chacina da Candelária ocorreu há 30 anos, na noite de 23 de julho de 1993, quando um grupo de policiais militares cometeram um massacre contra um grupo de crianças e adolescentes que viviam nas ruas próximas à Igreja da Candelária, no centro da cidade do Rio de Janeiro.
A tragédia teve origem em uma disputa entre gangues de traficantes de drogas e menores em situação de rua que dormiam nas proximidades da igreja. No dia do massacre, os policiais militares invadiram o local com o objetivo de exterminar os menores envolvidos no conflito.
Segundo relatos, os policiais abriram fogo contra o grupo de crianças e adolescentes, resultando na morte de oito jovens, sendo seis meninos e duas meninas, com idades entre 11 e 19 anos. Além dos assassinatos, outros adolescentes ficaram feridos.
O caso ganhou grande repercussão, provocando indignação e revolta contra a violência policial e o descaso com crianças e jovens em situação de rua. O episódio trouxe à tona a necessidade de discutir e buscar soluções para questões sociais complexas, como o abandono de menores e a falta de políticas públicas adequadas para proteger e acolher essa parcela vulnerável da população.
Diante deste cenário, relembrar a história é uma forma de honrar aqueles que sofreram, e também de aprender com os erros do passado para evitar repeti-los no futuro.
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